Londrina - A morte do estudante de Ciências Atuariais Felipe Ramos de Paiva, de 24 anos, na noite de quarta-feira, baleado na cabeça no estacionamento da Universidade de São Paulo (USP), chocou o país e levantou a questão sobre a segurança nos campi de universidades brasileiras.
O risco de assaltos faz parte da rotina de muitos estudantes e a situação não é diferente na Universidade Estadual de Londrina (UEL). ''Falta segurança, deveria ter mais guardas e iluminação também. Tem alguns pontos que são muito escuros de noite'', afirma a estudante Heloísa Huss, do 3º ano de Geografia.
De acordo com Danielle Serrano Necher, do 2º ano de Ciências Contábeis, arrombamentos de carros fazem parte da rotina da instituição. ''Para mim, deveria ser liberado o policiamento externo aqui na faculdade'', reivindica.
Segundo o chefe da Divisão de Segurança da UEL, Flávio Maranho de Lima, desde junho de 2010 até este mês foram registradas apenas quatro ocorrências no campus. ''Um furto de celular, um arrombamento de veículo e um furto de toca CD'', enumerou. O caso mais grave aconteceu há cerca de três meses, quando o carro de uma pessoa que participava de um congresso foi furtado.
Lima confessa que os números da Divisão de Segurança não abrangem todos os atos violentos que acontecem no campus. ''Pode acontecer de um estudante ter seu carro arrombado ou furtarem algum objeto e ele não ter entrado em contato conosco. Por isso eu peço que os alunos nos avisem através do 0800 400 4474, para que possamos tomar medidas. Só se consegue melhorar a segurança trabalhando em conjunto'', afirmou.
Em relação ao policiamento externo na universidade, Lima comenta que ''há um acordo antigo entre a polícia militar e a guarda da universidade. Quando é percebida qualquer irregularidade nós chamamos a polícia''. Sobre os locais de pouca iluminação ele defende que ''estamos arrumando diariamente os pontos deficientes de iluminação, mas o campus é muito grande então a gente acaba melhorando um local e outro pode apresentar falhas''.
Segundo Lima a UEL é monitorada por aproximadamente 165 câmeras. ''150 são câmeras fixas que estão localizadas nos estacionamentos e outras áreas direcionadas principalmente à proteção da propriedade pública e privada. Nesta semana começamos a utilizar também 15 câmeras Dome, que estão posicionadas em locais estratégicos e movimentados priorizando a segurança das pessoas''. De acordo com o chefe do setor, as novas câmeras tem ângulo de visão de 360 graus e podem ser manipuladas a distância.
Lima não comentou sobre o efetivo de seguranças e a quantidade de viaturas que atuam na universidade. ''Esse dado é sigiloso''.

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