Segurança é prioridade em condomínios
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terça-feira, 01 de julho de 2014
Diego Prazeres<br>Reportagem Local 
Carlópolis A falta de segurança é uma preocupação que atinge não apenas moradores de grandes cidades, mas também que vive em pequenos municípios. Nem mesmo que opta por condomínio fechado tem garantia contra o aumento da criminalidade.
Um assalto a um condomínio de lazer de Carlópolis (Norte Pioneiro) no início de junho, por exemplo, deve apressar a aprovação de um plano de segurança por parte da incorporadora responsável pelo empreendimento. Uma empresa paulista especializada em segurança de condomínios residenciais foi contratada para elaborar o projeto, que prevê entre outras medidas a implantação de sistema de vigilância 24 horas, e será submetido à aprovação da associação dos moradores (veja box). É uma preocupação que já existe em outros condomínios residenciais e de lazer de alto padrão instalados em municípios menores do Norte e Norte Pioneiro.
Em Santo Antônio da Platina (Norte Pioneiro), por exemplo, o único condomínio horizontal da cidade possui monitoramento 24 horas com ronda motorizada e circuito interno de câmeras de vídeo na guarita de entrada, além de cerca elétrica com sistema de alarme por toda a extensão do terreno. Diferente do residencial de Carlópolis, que tem grande potencial turístico porque fica numa península às margens da represa Chavantes, na divisa com São Paulo, o residencial de Santo Antônio da Platina está localizado no perímetro urbano.
Segundo a moradora Joseana Aparecida Viana, que trabalha como escrivã de polícia, a sensação de segurança no condomínio é total. "Moro aqui há seis anos e me sinto completamente segura. As portas de casa podem ficar abertas que não tem perigo nenhum", afirma. A reportagem tentou contato com o síndico do condomínio, mas ele disse que não tinha autorização para falar em nome dos moradores. Atualmente, cerca de 100 pessoas moram no residencial, que foi inaugurado há 12 anos e ainda tem casas em construção.
Mais próximo de Londrina, o condomínio de lazer Ilha do Sol, localizado entre os municípios de Sertaneja e Primeiro de Maio, também investe em segurança permanente. O residencial fica numa ilha cercada pelas águas do Rio Paranapanema, na represa de Capivara, também na divisa com o Estado de São Paulo, o que o torna naturalmente menos vulnerável às ações dos bandidos, segundo avalia o diretor jurídico do condomínio, advogado londrinense Ivan Pegoraro. Ele é proprietário de uma das mais de 80 casas erguidas no empreendimento desde 2000, e, como a maioria dos condôminos, utiliza a ilha em finais de semana e feriados prolongados.
"Já tivemos problemas de pequena monta, mas ali temos uma segurança natural, que é a própria represa. Existe um ponto da ilha que se liga ao continente, e quando o volume de água está baixo, temos vigilância 24 horas nesse ponto para nos prevenir com a segurança. Não é possível ninguém ter acesso à ilha sem que seja detectado. Quando a situação está normal, temos um sistema de vigilância motorizada em que os vigilantes circulam 24 horas", afirma.
O advogado diz que a segurança foi um dos itens mais discutidos pela associação dos condôminos quando o empreendimento foi lançado. "No nosso condomínio, a pessoa para praticar um furto tem que ir necessariamente de barco, é preciso toda uma logística para praticar um assalto. Ainda assim, temos muitas pessoas de sobreaviso, qualquer barulho de barco já desperta a atenção. Nunca tivemos problemas de magnitude a ponto de criar um receio nos condôminos", salienta Pegoraro.
A orientação das autoridades policiais é que os condomínios fechados, sejam eles de lazer ou residenciais, tenham um sistema de segurança eficiente para inibir a ação dos bandidos. Guarita com vigilância 24 horas, ronda interna e cercas elétricas são itens básicos que, na avaliação do delegado Tristão Antônio Borborema de Carvalho, de Santo Antônio da Platina, podem fazer a diferença. As câmeras de segurança devem ser instaladas não apenas no interior dos residenciais, mas também no seu entorno. "O marginal quer a facilidade para poder praticar um furto ou um assalto. Entre um ambiente mais seguro e um um pouco mais vulnerável, ele vai no vulnerável. O marginal só vai tentar burlar os equipamentos de segurança quando ele tiver um alvo específico", afirma. Carvalho conta que fez um levantamento para mapear os crimes patrimoniais registrados em Santo Antônio da Platina no último ano e constatou que em raríssimos casos as residências com algum dispositivo de segurança foram invadidas por ladrões.


