Londrina - Atração principal das comemorações de fim de ano em Londrina, a árvore de Natal montada na Praça Tomi Nakagawa, no centro da cidade, é o orgulho da família do operário Sérgio Francisco Farias, de 35 anos. Ele faz parte da equipe de 10 operários que em sete dias montou a estrutura de 54 metros. Só a estrela no topo da árvore mede três metros. Para a decoração com as mangueiras de luzes de led azuis, foram necessárias mais sete pessoas.
Farias contou que não teve dificuldades em trabalhar no alto das ferragens, mas admitiu que nem sempre foi assim. "Hoje temos muita segurança, mas quando começei a trabalhar na área, há 11 anos, a realidade era outra. Tudo era muito improvisado, mas tinha que levar o pão para casa", lembra. O marco para a mudança se deu em setembro de 2012, com a criação da Norma Regulamentadora 35 (NR-35), que determinou adoções de medidas para evitar acidentes em altura.
Farias explica que em grandes alturas como a da árvore, dificilmente ocorrem acidentes. Segundo ele, as quedas acontecem em alturas mais baixas, onde alguns trabalhadores abrem mão do cinto de segurança e de outros Equipamentos de Proteção Individual (EPI) por excesso de confiança. "Infelizmente isso ainda é muito comum. O operário tem que lembrar que a vida que está em jogo", adverte. Mesmo com a NR-35 em vigor, muitos acidentes de trabalhos são registrados nas construções civis, principalmente nas pequenas cidades, distante da fiscalização dos órgãos competentes. (C.F.)

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