Segurança dobrada para receber o Brasil
As latas de lixo são vistoriadas com frequência, numa demonstração de que existe o temor com "pacotes que possam trazer algum inconveniente", como disse um vigia do hotel, encarregado de vasculhar os dejetos lançados nos recipientes. Em novembro, atentados a bomba provocaram a morte de sete pessoas em Bogotá. A maioria das ações de guerrilha na Colômbia é atribuída aos integrantes das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e do ELN (Exército de Libertação Nacional).
Na calçada em frente ao hotel e nas imediações do prédio também há um "cerco" de policias. Eles impedem a presença de ambulantes e não permitem que carros de passeio ou táxis não autorizados estacionem no local. As recomendações aos turistas e jornalistas estrangeiros são claras: evitar os transportes de massa e os táxis que não tenham registro na rede hoteleira, e não sair à rua sozinho - a duas quadras do hotel, numa praça arborizada, jovens e adultos consomem e negociam drogas sem a interferência da polícia.
Parte dessa estrutura de segurança no hotel se deve a visita do general Henry Shelton, chefe do Estado Maior dos Estados Unidos, que veio a Bogotá para discutir com autoridades da Colômbia o combate ao narcotráfico no país. Em função disso, até policiais americanos encontravam-se hospedados no prédio.Por Silvio Barsetti Bogotá, 24 (AE) - O aparato de policiais e de seguranças no hotel onde vai ficar hospedada a seleção brasileira, no centro da cidade, chega a impressionar os demais hóspedes. São homens da guarda municipal, policiais do Exército e da tropa especial de Bogotá que tomam conta das dependências do hotel e circulam 24 horas pelos corredores, elevadores e escadas a fim de detectar algum objeto estranho ou alguém em atitude suspeita.





