Agência Estado
De Maceió
O cabo PM Reinaldo Correia de Lima, ex-chefe dos seguranças do empresário Paulo César Farias, rebateu ontem a acusação de que é falho o álibi que apresentou à polícia, com relação às mortes de PC e Suzana Marcolino. Lima, que vem sendo apontado pela polícia como um dos suspeitos do crime, disse que estava escalado para prestar serviço no dia 22 de junho de 96, das 13 às 18 horas, na subdelegacia do ABC, no distrito de Fernão Velho, Maceió, e não das 20 horas do dia 22 às 8 horas da manhã do dia 23.
‘‘Nunca existiu, em tempo algum, escala na PM das 20 às 8 horas da manh㒒, afirmou Reinaldo, tachando de mentirosa a informação fornecida à imprensa pelos delegados Antônio Carlos Lessa e Alcides Andrade.
Ontem de manhã, os delegados ouviram o depoimento do soldado PM Núbio Figueira, que estava escalado para o plantão no mesmo dia que Reinaldo. O soldado disse aos delegados que não viu se Reinaldo tinha ido trabalhar naquele dia, porque embora o seu plantão terminasse às 13 horas, naquele dia ele saiu do serviço meia hora antes, para não perder o ônibus de volta para casa.
Os delegados decidiram convocar o comandante do 4º Batalhão, onde os dois estavam servindo, para prestar esclarecimentos. Lessa afirmou que existem muitas contradições nos depoimentos de Reinaldo.
‘‘A mais grave delas é que ele no primeiro depoimento disse à polícia, na frente de várias testemunhas que acompanhavam as investigações, que PC era apaixonado por Suzana e dois dias depois foi convocado para um novo depoimento, apenas para dizer que seu ex-patrão tinha outras namoradas e queria romper com Suzana’’, afirmou Lessa.

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