Sebastião Moreira/AE
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O alvoO empresário João Paulo Diniz sai do restaurante Dressing, na região dos Jardins, em SP. Ele saiu ilesoO empresário João Paulo Diniz, de 34 anos, foi vítima ontem em São Paulo de uma tentativa de assalto. Filho do presidente do Grupo Pão de Açúcar, Abílio Diniz, ele foi atacado ao parar o carro no semáforo da Alameda Santos com a Alameda Joaquim Eugênio de Lima, nos Jardins, em São Paulo. Quatro homens - policiais militares e ex-PMs - faziam a segurança do empresário. Eles reagiram e trocaram tiros com o assaltante. Baleado 11 vezes, o ladrão morreu no hospital. Dois seguranças ficaram feridos. O empresário saiu ileso.
A reação do empresário João Paulo Diniz ao ser abordado pelos assaltantes foi jogar-se no chão do carro, que é novo e ainda não tem vidros blindados. Ele só levantou após a troca de tiros entre seus seguranças e os assaltantes que, segundo ele, eram pelo menos três.
De acordo com testemunhas, João Paulo Diniz dirigia o seu jipe inglês Land Rover verde escuro pela Alameda Santos. Na frente seguia um Kadett preto com três seguranças e atrás do jipe a moto Honda vermelha, BVV-4588, com outro segurança. Eram 11h29. O semáforo fechou. Ao perceber o trânsito parado, o ladrão - identificado como Joelson Barbosa Ferreira, de 27 anos, com várias passagens pela polícia - saiu da calçada carregando um buquê de rosas vermelhas na mão esquerda e foi em direção ao carro do empresário. Ele tirou um revólver do maço de flores e anunciou o assalto.
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FloresO assaltante Joelson Barbosa Ferreira abordou Diniz com um buquê de rosas vermelhas, que escondia uma arma
O cabo Edson Sini, de 40 anos, do Batalhão de Trânsito da PM (CPTran), pilotava a moto da escolta do empresário. Ele percebeu o assalto e atirou em Ferreira. O ladrão revidou. Outro segurança, Márcio Aparecido dos Santos, de 36, ex-policial militar, desceu o Kadett e também atirou. O tiroteio durou cerca de dois minutos. Muitas pessoas que passavam pelo local ou saíam de agências bancárias se jogaram no chão, temendo balas perdidas.
O assaltante Joelson Barbosa Ferreira conseguiu acertar um tiro na barriga do ex-PM Santos. Ele também foi atingido e caiu, mas continuou disparando. Uma das balas acertou o nervo do ombro direito do cabo Sini.
Queima-roupa Mesmo ferido, conforme as testemunhas, o segurança encostou a moto no meio-fio, se aproximou do ladrão e disparou três tiros à queima-roupa. ‘‘O assaltante estava caído quando o segurança se aproximou de arma em punho e disparou à queima-roupa’’, contou uma testemunha, S.M., no 78º Distrito, nos Jardins. ‘‘O ladrão já estavam imobilizado e não haveria necessidade de o segurança atirar’’, acrescentou.
Ao verem os colegas baleados e o ladrão no chão, os outros seguranças desceram do Kadett. Um deles, entrou no Land Rover de João Paulo Diniz. O outro ajudou Sini e Santos a entrarem no Kadett. Os dois carros partiram em alta velocidade. Ferreira ficou caído perto da moto abandonada pelo segurança.
O ladrão foi levado para o Hospital Brigadeiro, onde morreu. Ele carregava R$ 761,00, um revólver e um pager. Sini está internado no Hospital Santa Cecília. Santos está no Hospital das Clínicas, onde foi operado.
Sequestro A assessoria de imprensa do Grupo Pão de Açúcar e o próprio delegado Carlos Negreiros do Amaral, titular do 78º Distrito, nos Jardins, afirmaram que o empresáro foi vítima de uma tentativa de assalto, não de tentativa de sequestro. O pai de João Paulo, Abílio Diniz foi sequestrado em dezembro de 1989 por uma quadrilha integrada por argentinos, uruguaios, chilenos e canadenses. Ele ficou cinco dias como refém dos sequestradores, a polícia descobriu o cativeiro, os sequestradores se renderam e o empresário foi libertado. Toda a família do empresário Abílio Diniz anda com seguranças e carros blindados.

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