SEGURANÇA - 10ª SDP é mal avaliada em ranking de qualidade
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quarta-feira, 28 de maio de 2014
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - A 10ª Subdivisão Policial, com sede em Londrina, obteve a pior nota na avaliação de qualidade feita pela Divisão Policial do Interior (DPI), divulgada na tarde de ontem, durante o 1º Encontro de Líderes da Polícia Civil, na sede da Associação Comercial do Paraná (ACP), em Curitiba.
As notas variam de 7 a 10 e avaliam o desempenho de cada subdivisão. Conforme a DPI, este ranking faz parte de um processo de capacitação continuada que vem sendo desenvolvido desde agosto do ano passado, e que está sendo aplicado a todos os policiais do interior e do litoral do Estado.
Inicialmente a capacitação continuada era feita por profissionais da DPI que iam até o interior do Estado para ministrar os cursos e fazer as avaliações. Agora, na segunda etapa, a capacitação em cada subdivisão ficará a cargo dos gestores de cada unidade. "Por isso a importância desta avaliação. Desta forma conseguimos acompanhar como a capacitação está sendo aplicada e o resultado que este trabalho está proporcionando", ressaltou o delegado titular da DPI, Rogério Antonio Lopes.
A 10ª Subdivisão recebeu nota 7 e ficou em último lugar entre todas as 20 unidades. As subdivisões de Laranjeiras do Sul, União da Vitória, Telêmaco Borba e Pato Branco tiraram nota máxima. Cada subdivisão foi avaliada em dez critérios: lideranças e resolução dos problemas; nível de comprometimento da equipe; estrutura física e racionalização do prédio; motivação e estímulo da equipe; recebimento e primeiro contato com a população (nos critérios de delegacia cidadã adotados pela DPI o cidadão deve ser tratado como cliente); qualidade do atendimento integral ao cliente, qualidade do inquérito policial; qualidade do Boletim de Ocorrência (BO); planejamento operacional; e capacitação continuada dos servidores.
De acordo com a DPI, as notas foram dadas por uma comissão julgadora formada por diversos profissionais da Polícia. Representantes de órgãos como o Ministério Público também foram consultados. A avaliação está sendo feita desde agosto do ano passado e a ideia, segundo Lopes, é que o ranking seja atualizado a cada seis meses. Segundo ele, todos os chefes das subdivisões receberam um plano de metas a ser traçado, com o objetivo de melhorar a qualidade do atendimento. A comissão julgadora acompanhou o desempenho de cada uma das unidades, identificando pontos que estavam melhorando e outros em que o desempenho não estava satisfatório. "Não é algo novo pois toda grande empresa faz uma avaliação de desempenho. Só que somente agora está sendo aplicado neste sentido. Isso nos auxilia e traça os caminhos que devemos percorrer na capacitação dos profissionais. É um trabalho que tem que ser referência no atendimento, desde o primeiro contato, feito no balcão da unidade, até a conclusão do inquérito, por exemplo", detalhou Lopes.
"Detectamos que falta capacitação e, consequentemente, qualidade no serviço. Estão ocorrendo contratações e os recursos para as delegacias estão sendo destinados por meio do fundo rotativo da Polícia Civil, tanto que nos últimos meses entregamos cinco novas delegacias reformadas. Então trabalhamos agora nessa qualificação dos profissionais que é necessária", completou.
Rogério Lopes deve se reunir amanhã (30) com Márcio Amaro, delegado chefe da 10ª Subdivisão Policial, para analisar o que pode ser feito para melhorar a situação e o desempenho da unidade.
ENTIDADE
Para o Sindicato das Classes Policiais Civis do Paraná (Sinclapol), a capacitação realizada pela DPI e o monitoramento da qualidade dos serviços prestados no interior são positivos. Entretanto, a situação poderia ser bem melhor caso os presos que superlotam as carceragens fossem retirados e encaminhados para presídios. "Não adianta prestar um bom atendimento ao registrar o boletim de ocorrência, mas não conseguir avançar nas investigações porque tem que ficar cuidando de preso. Desta forma o trabalho não é bem desenvolvido e ocorre o que já viemos denunciando há muito tempo, que é o desvio de função", ressaltou André Gutierrez, presidente do Sinclapol.
Ele ainda informou que aguarda uma resposta do governo para que um cronograma para a retirada dos presos das carceragens do interior seja apresentado até 17 de junho.



