Seguradoras se recusam a cobrir cargas de remédios e cigarros, as mais roubadas em SP
São Paulo, 19 (AE) - As cargas de remédios e de cigarros estão sendo transportadas sem a cobertura do seguro. E são as mais roubadas em todo o Estado. Os constantes assaltos fizeram com que as seguradoras do País recusassem as apólices. A margem de lucro, segundo as empresas, é pequena. "Se somarmos as despesas administrativas, a carteira dá prejuízo", explica Casimiro Blanco Gomez, vice-presidente do Sindicato das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização no Estado de São Paulo (SESPC) e diretor da Porto Seguro.
Segundo ele, as quadrilhas têm agido cada vez mais. As escoltas montadas pelas transportadoras não adiantam por causa do poder de fogo dos ladrões. Os laboratórios e a Souza Cruz, a principal fabricante de cigarros, estão assumindo os riscos, adiantou Gomez. "No Rio de Janeiro existe o disque-denúncia, que tem auxiliado na prisão de ladrões e na recuperação das cargas", contou.
Em São Paulo, durante algum tempo, funcionou o Pró-Carga
criado para diminuir os roubos. O vice-presidente do SESPC informou que, atualmente, somente a Divisão de Investigações Sobre Furtos e Roubos de Veículos e Cargas (Divecar) está empenhada no combate às quadrilhas. "Mas há falta de funcionários e de meios". Para ele, se o receptador não for mandado para a cadeia e receber a mesma pena do ladrão (3 a 6 anos de prisão), o setor de cargas vai continuar sendo vítima do crime organizado. (R.L.)





