Com assento na primeira fila da conferência sobre mudança climática, as seguradoras exigem medidas urgentes e eficazes contra o efeito estufa, o que também favoreceria a emergência de um mercado bursátil de compra e venda de ações.
‘‘Com um volume de negócios anual superior a 2 bilhões de dólares, as preocupações do ramo de seguros não são ignoradas’’, antecipam as principais empresas do setor - 80 em todo o mundo.
Elas insistem na ‘‘importância dos mecanismos de mercado, como as permissões sobre emissão ou o mecanismo de desenvolvimento limpo, para alcançar os objetivos fixados de redução das emanações de gases causadores do efeito estufa’’. Por isso, desejam um maior envolvimento do setor privado na questão ambiental.
As seguradoras explicam que, desde 1987, padeceram uma série de contratempos que custaram ‘‘milhões de dólares’’, tendo em vista um espetacular aumento das declarações de sinistros, a limitação da possibilidade de se fazer seguro e um incremento dos prêmios.
Os seguros sobre a propriedade foram os mais particularmente afetados, enquanto o impacto do reaquecimento da atmosfera sobre a saúde das pessoas ameaça desencadear consequências sérias sobre os seguros de vida e os sistemas de pecúlios.
Em informe publicado ontem em Buenos Aires, as seguradoras julgam que vários pontos do Protocolo de Kioto de 1997 contra o efeito estufa e sua aplicação devem ser esclarecidos. Além disso, desejam que sejam estudadas as seguintes questões:
- Os impactos potenciais das mudanças climáticas sobre o setor dos seguros.
- As oportunidades potenciais oferecidas às seguradoras, para suas práticas habituais e para os novos produtos que poderiam ser criados em função dos impactos do reaquecimento.
O setor está convencido de que as mudanças climáticas em escala planetária - prognosticadas pelos cientistas da ONU - ‘‘criarão riscos ambientais, sociais, econômicos e geopolíticos’’, pelo que considera necessário promover a cooperação internacional e ‘‘a busca de uma ação preventiva’’.

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