O guarda municipal Fernando Ferreira das Neves, denunciado pelo Ministério Público por homicídio qualificado e fraude processual no processo que apura a morte do estudante Matheus Evangelista, 18 anos, no dia 11 de março, deixou a PEL 2 (Penitenciária Estadual de Londrina) nesta segunda-feira (6) para uma unidade do 3º Grupamento do Corpo de Bombeiros, não revelada "por motivos de segurança". A decisão é da juíza da 1ª Vara Criminal, Elisabeth Kather.

Imagem ilustrativa da imagem Segundo guarda envolvido na morte de jovem é transferido de cadeia
| Foto: Núcleo de Comunicação/Prefeitura de Londrina


A advogada Mariana Rodrigues, que defende Neves, pediu a transferência depois que os desembargadores Miguel Kfouri Neto e Clayton Camargo, do Tribunal de Justiça do Paraná, removeram o também guarda Michael de Souza Garcia, investigado no mesmo caso, da PEL 1, no jardim Cafezal, região sul. O entendimento dos magistrados foi de que ele "achava-se exposto ao risco de algum atentado" se permanecesse em um presídio comum.

Mesmo longe da cadeia, a dupla continua presa preventivamente. O terceiro agente, João Victor Goés Arruda, foi denunciado pelo promotor Ricardo Domingues apenas pela fraude processual. Solto desde o início das investigações, ele irá retornar à Guarda Municipal depois de quatro meses afastado. O advogado Rafael Garcia Campos, responsável pela defesa do servidor, aceitou na semana passada a proposta de suspensão condicional, item previsto no Código Penal para crimes cujas penas não passam de um ano.

O secretário de Defesa Social, Evaristo Kuceki, adiantou que irá cumprir a determinação judicial.

No Fórum

A primeira audiência de instrução da morte de Matheus Ferreira Evangelista acontece nesta quarta-feira (8), às 13h, na 1ª Vara Criminal. A Justiça começa a colher os depoimentos das testemunhas de acusações, depois as de defesa e por último interroga os réus.

O caso

Para o delegado de Homicídios, Ricardo Jorge, o estudante teria sido baleado no pescoço por Fernando Neves durante uma abordagem dos guardas municipais em uma residência do jardim Porto Seguro, onde Evangelista participava de uma festa com amigos. A polícia acredita que Michael Garcia teria atirado para cima para advertir o grupo de jovens. João Goés Arruda dirigia a viatura da GM. Os acusados afirmam que a vítima já estava baleada assim que chegaram no local. Eles teriam sido chamados por moradores para atender uma ocorrência de perturbação de sossego.

mockup