Rio, 17 (AE) - A inflação entre os dias 20 de maio e 10 de junho foi de 0,148%, conforme a segunda prévia do Índice Geral de Preços do Mercado (IGPM), divulgada hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ). A fundação divulgou o índice com três casas decimais, para poder registrar a pequena deflação no varejo, de -0,002%, apurada no Índice de Preços do Atacado (IPA).
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que também forma o IGPM, ficou em 0,174% - marca inferior à de 0,27% registrada na segunda prévia do índice em maio. Terceiro indicador a contribuir com a formação do IGPM, o Índice Nacional de Custos da Construção (INCC) teve alta de 0,870%.
O chefe do Centro de Estudos de Preços da FGV-RJ, Paulo Sidney Melo Cota, afirmou que a inflação do primeiro ao último dia do mês, medida pelo Índice Geral de Preços de Disponibilidade Interna (IGPDI), deve ficar em 0,5%.
O resultado de hoje foi uma "elevação pontual", segundo Cota, causada pela influência do frio na cultura de alguns produtos agrícolas, que tiveram sua oferta reduzida.
Entre estes produtos, estão o tomate, que aumentou 18,4%
o limão, cuja alta foi de 18,9% , e o pimentão, com reajuste de 15,8%. Ele lembrou que a segunda prévia do IGPM sofreu pouca influência do reajuste das tarifas públicas que começam a vigorar neste mês, já que pesquisou o custo de vida de apenas os primeiros dez dias do mês.
Para os próximos meses, afirmou o economista, além de os preços dos produtos agrícolas não mais contribuírem para manter a inflação baixa, o custo de vida ainda vai ser influenciado pelos reajustes de tarifas de serviços públicos, como energia e eletricidade.
"A partir de setembro, poderemos ter índices novamente próximos de zero", calculou Sidney. Ele lembrou que a volta a este patamar vai ser consequência da política recessiva do governo.
Roupas e transportes - O resultado da segunda prévia do IGPM também teve menor influência dos reajustes no vestuário, que teve alta de apenas 1,7%, em comparação com o resultado de 4 6% da segunda prévia do IGPM do mês anterior.
O setor de transportes, também diminuiu sua influência no índice, com variação de 0,43%. Na mesma prévia realizada em maio, a alta foi de preços deste grupo foi de 1,23%.

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