No campus da UEL se concentrou o maior número de vestibulandos, 6.890 inscritos, outros 1.050 estudantes realizaram a prova no Colégio Estadual Vicente Rijo
No campus da UEL se concentrou o maior número de vestibulandos, 6.890 inscritos, outros 1.050 estudantes realizaram a prova no Colégio Estadual Vicente Rijo | Foto: Roberto Custódio

A segunda fase do Vestibular 2020 da UEL (Universidade Estadual de Londrina), realizada neste domingo (1º), teve um índice de abstenções de 7%. Dos 8.419 candidatos inscritos, 589 não compareceram aos locais de prova. O percentual é um pouco acima do registrado no ano passado, quando 5% faltaram à segunda etapa do concurso.

Neste ano, pela primeira vez a instituição realizou um vestibular descentralizado, com provas simultâneas em Curitiba e em Cascavel (Oeste), o que resultou em um aumento de três mil candidatos na comparação com a edição anterior. Em Londrina, foram 7.940 candidatos aprovados para a segunda fase, outros 380 fariam as provas na capital e 99, em Cascavel.

No campus da UEL, onde se concentrava o maior número de vestibulandos, com 6.890 inscritos, os acessos aos locais de prova foram fechados pontualmente às 14 horas. Os outros 1.050 estudantes realizaram a prova no Colégio Estadual Vicente Rijo, na região central. Segundo a Cops (Coordenadoria de Processos Seletivos) da UEL, dois candidatos chegaram atrasados, um no campus e outro no colégio.

Fabio Cassimiro Calzavara faria a prova no Cesa (Centro de Estudos Sociais Aplicados), mas apesar de chegar com antecedência ao campus, não conseguiu realizar a prova. Ele esqueceu o documento de identidade em casa. “Fiz a cópia do documento, trouxe a cópia, mas o original ficou dentro da impressora”, contou o estudante, desolado. Morador de Guaraci (Centro-Norte), Calzavara se preparou durante o ano todo para ingressar na faculdade de Geografia. “Fiz um ano de cursinho. Parece que foi um ano jogado fora. Insisti, falei com a coordenadora, mas ela não me deixou entrar”, lamentou.

Provas

Daniel Henrique da Silva Costa, achou a prova de redação a mais difícil, ele concorre a uma vaga de Educação Física
Daniel Henrique da Silva Costa, achou a prova de redação a mais difícil, ele concorre a uma vaga de Educação Física | Foto: Roberto Custódio

Neste domingo, foram aplicadas as provas de língua portuguesa, língua estrangeira, literatura e redação. A instituição poderia solicitar o desenvolvimento de dois a quatro temas. Três foram pedidos. Um deles apresentava dois textos e um gráfico e pedia para que o candidato expusesse seu posicionamento sobre desigualdade social. O segundo tema, sobre o ensino domiciliar, tinha como ponto de partida uma charge. E no terceiro, mais abstrato, o candidato deveria continuar uma estória sobre uma pessoa que não se reconhece ao ver sua imagem refletida nas lentes dos óculos de sol de uma outra pessoa.

João Vitor Gonçalves Rosa fez seu terceiro vestibular, desta vez tenta uma vaga em Ciências Sociais
João Vitor Gonçalves Rosa fez seu terceiro vestibular, desta vez tenta uma vaga em Ciências Sociais | Foto: Roberto Custódio

Às 15h30, os primeiros candidatos começaram a deixar as salas de prova. A redação, geralmente o principal temor dos vestibulandos, não foi a parte mais difícil, segundo os estudantes. “Foi difícil, mas esperava que fosse mais. Amanhã, na prova de conhecimentos específicos, acho que vai ser mais complicado”, afirmou João Vitor Archarde Gonçalves Rosa, que faz seu terceiro vestibular e desta vez tenta uma vaga em Ciências Sociais.

Candidato do curso de design gráfico, Pedro Henrique Baricati considerou a prova tranquila. “A maior redação tinha 14 linhas e, em literatura, eu li praticamente todos os livros. Tive mais dificuldade na prova de inglês”, contou. “Eu achei mais complicada a prova de literatura, mas estou mais apreensivo com a prova de conhecimentos específicos”, comentou Daniel Henrique da Silva Costa, que concorre a uma vaga em Educação Física.

Pedro Henrique Baricati tenta uma vaga em Design Gráfico e achou a prova tranquila: “a maior redação tinha 14 linhas”
Pedro Henrique Baricati tenta uma vaga em Design Gráfico e achou a prova tranquila: “a maior redação tinha 14 linhas” | Foto: Roberto Custódio

Conhecimentos específicos

Nesta segunda-feira (2), das 14 às 18 horas, os vestibulandos farão as provas de conhecimentos específicos, com 12 questões discursivas, e na terça-feira (3), os cerca de 650 candidatos inscritos em arquitetura e urbanismo, artes visuais, design gráfico e design de moda farão as provas de habilidade específicas, em dois turnos, das 8 às 11 horas e das 14 às 18 horas. As provas acontecem no campus da UEL, no CCE (Centro de Ciências Exatas) e no CTU (Centro de Tecnologia e Urbanismo).

Aplicativo

Neste domingo a Cops divulgou a criação de um aplicativo gratuito disponível na loja do Google. Pelo aplicativo, os vestibulandos terão acesso ao manual do candidato, mapa dos locais de prova, gabaritos e lista de aprovados, entre outras funções. “O Google demorou para disponibilizar o aplicativo, mas vamos facilitar a vida dos candidatos daqui para frente e nos próximos vestibulares também”, disse a coordenadora de Processos Seletivos, Sandra Garcia.

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