O Ministério da Saúde promove no próximo sábado a segunda fase da campanha nacional de vacinação infantil. A meta é vacinar 16,5 milhões de crianças com até cinco anos contra a poliomielite e as menores de 11 que não receberam o imunizante contra o sarampo na primeira fase da campanha, em junho. No caso do sarampo, o Brasil assumiu em 1994 um compromisso com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) de erradicar a doença ainda este ano. Mas a meta do governo brasileiro está comprometida.
Na primeira fase da campanha, Estados como o Acre, Rondônia, Amazonas, Pará, Amapá, Tocantins Alagoas, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso não fizeram a vacinação de 95% das crianças contra o sarampo, como havia estabelecido o Ministério da Saúde. ‘‘Os municípios que, por algum motivo, não atingiram a meta na primeira etapa precisam empenhar-se’’, cobra a coordenadora do Programa Nacional de Imunização (PNI) do ministério, Maria de Lourdes de Sousa Maia.
O sarampo é uma doença contagiosa que pode ser erradicada. Mas para impedir surtos e epidemias da doença e sua cadeia de transmissão é preciso que pelo menos 95% das crianças estejam vacinadas. Além disso, a cobertura vacinal deve ser homogênea.
No caso da pólio, erradicada no Brasil desde a década de 80, mesmo as crianças já imunizadas deverão voltar aos postos de vacinação para receber uma nova dose.

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