Seguidores de seita são indiciados por mortes
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 09 de dezembro de 1998
Agência Estado 
A polícia de Tarauacá, no Acre, indiciou por crime de genocídio, crime contra a humanidade por motivação religiosa, os seguidores da Igreja Pentecostal Unida do Brasil que em novembro mataram a pauladas seis pessoas no Seringal Lavras. Caso sejam condenados, os seis acusados podem pegar de 12 a 30 anos de prisão, informou o delegado Mardilson Vitorino Gomes. Os líderes da seita disseram à polícia que mataram para ser arrebatados ao céu depois de aniquilar os inimigos de Deus.
Entre os indiciados estão o seringueiro Francisco Bezerra de Morais, o pastor Totó, e sua mulher, Raimunda Bernardo Gomes, presos em Tarauacá. O pastor Totó era o líder da seita. A polícia também indiciou o seringueiro Adalberto Taveira de Souza, que confessou ter pisoteado até a morte os filhos Samuel, de três anos, e Israel, de quatro.


