Parte dos devotos que visitaram a imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima, que veio de Portugal e está no Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, no bairro do Sumaré, Zona Oeste de São Paulo, não acredita que o atentado sofrido pelo Papa seja o terceiro segredo, revelado no último sábado pela Igreja Católica. A maioria esperava uma revelação apocalíptica, com previsões muito mais trágicas do que os tiros que atingiram João Paulo II em 13 de maio de 1981, que teriam sido previstos pela santa em 1917.
‘‘Não acredito que seja esse o segredo. Acho que deve ser uma coisa bem pior, tão grave que a Igreja não pode revelar’’, afirmou Claudete Machado, que mora na Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo, e é devota de Nossa Senhora de Fátima. Apesar de não acreditar na versão divulgada do terceiro mistério, ela diz que sua fé na santa continua inabalada.
A devota Maria Luíza Martinelli, também de São Paulo, ficou surpresa com a revelação. ‘‘Só fiquei sabendo hoje (ontem). Esperava que fosse algo muito pior, uma guerra.’’ Ela também desconfia que a Igreja tenha divulgado um segredo que não seja o terceiro.
José Eugênio Silva Sobrinho, devoto de Fátima, afirma ter presenciado o milagre da cura de sua esposa de um tumor no cérebro e de trombose há alguns anos. Ele acredita que o terceiro segredo se trata do atentado contra o Papa e diz que quem duvida da versão da Igreja é porque sente medo e está afastado de Deus.
Para o frei Yves Terral, pároco do Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, as pessoas têm o direito de não acreditar no que foi divulgado. ‘‘Mas todos os segredos fazem sentido, têm conexões entre si’’.

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