A sedução é descrita em obras que tratam do amor como uma forma de conquista. Mas estudos na área de saúde mental mostram que se trata de uma psicopatia caracterizada pela necessidade da posse do prazer do outro. A perversidade desta psicopatia está no fato de sua finalidade não ser a constituição de uma relação afetiva.
Pais sedutores não conseguem cuidar de seus filhos, por isso não suportam ver outros pais sentindo prazer com seus filhos. A atitude do psicopata será seduzir estas crianças para tirar de seus pais o prazer da relação afetiva. Nos adolescentes esta psicopatia ocorre quando o sedutor descobre que um colega mais tímido tem interesse em uma garota. Ele a seduz, depois conta para o outro o que fez com a garota, e a descarta.
Na relação entre pais e filhos esta psicopatia também se manifesta, envolvendo crianças latentes (entre seis e 11 anos). Mães sedutoras competem com pais pelo amor do filho. Nesta fase o menino vive o amor homossexual e se aproxima muito do pai. Com inveja, a mãe compete através da sedução. Uma das formas, aparentemente inofensiva, é a mãe assistir televisão com o filho, só de calcinha e sutiã. A consequência provável é a constituição do sentimento homossexual no filho, diz o psicólogo. (E.P.)

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