Bogotá, 5 (AE-AP) - Dezenas de refugiados da guerra civil na Colômbia permanecem na sede da Cruz Vermelha na tentativa de negociar com representantes do governo.
"Nós não partiremos até que tudo esteja solucionado", disse Elbert Marin, um dos camponeses desabrigados que participam da invasão iniciada ontem (4).
As reivindicações serão apresentadas oficialmente amanhã no encontro com o diretor da Cruz Vermelha, Fernando Medellín. Estarão presentes representantes de organizações humanitárias e da Procuradoria Geral colombiana.
Até agora, os desabrigados pediram dinheiro, alimento e a garantia de devolução de suas terras.
Medellín tinha negado qualquer possibilidade de diálogo até que os desabrigados fizeram como reféns 33 funcionários da Cruz Vermelha, que já foram libertados. Quatro deles permaneceram voluntariamente na sede como parte do acordo para facilitar a negociação com o governo.
A Cruz Vermelha determinou a suspensão das operações das suas 16 unidades no país.