Secretários pedem a Pratini R$ 15 bi para custeio da safra
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quarta-feira, 01 de setembro de 1999
Por Sérgio Bueno 
Esteio, RS, 02 (AE) - O Fórum Nacional dos Secretários de Agricultura pediu hoje ao ministro Marcus Vinicius Pratini de Moraes a liberação de R$ 15 bilhões para o custeio da safra 1999/2000 no País, sendo R$ 5 bilhões para os produtores familiares. O volume total supera em 14% os R$ 13,1 bilhões anunciados pelo governo federal para este ano, dos quais R$ 3,6 bilhões são para os pequenos agricultores. O Plano de Safra foi um dos quatro pontos discutidos pelo Fórum, reunido na Expointer 99.
Ao final do encontro, representantes de 21 Estados pediram o repasse imediato dos recursos para evitar atrasos no plantio e queda na produção. Os demais pontos tratados foram defesa agropecuária, agricultura familiar e classificação vegetal.
O coordenador do Fórum, Francisco Haroldo Alves, do Piauí, disse que os R$ 30 milhões anunciados hoje pelo ministro da Agricultura para a defesa agropecuária "quebram o galho de imediato", mas estão muito abaixo das necessidades dos Estados, que chegam a R$ 116 milhões. De acordo com ele, os governos estaduais estão bancando sozinhos os programas de defesa e não têm condições de manter essas despesas.
Alves afirmou que o Brasil não atingirá superávit na balança comercial sem aumentar as exportações de produtos primários, o que depende de programas eficazes de defesa vegetal e animal. Segundo ele, o Fórum vai se reunir com o secretário nacional de Defesa Agropecuária, Luís Carlos de Oliveira, na segunda quinzena deste mês para determinar os critérios de definição dos recursos anunciados por Pratini de Moraes. "Os Estados livres de aftosa ou em processo de credenciamento devem ter prioridade", comentou.
O secretário da Agricultura gaúcho, José Hermeto Hoffmann, disse que ao Rio Grande do Sul tocavam R$ 4,7 milhões dos R$ 116 milhões apurados pelo Fórum como contrapartida necessária da União aos investimentos já feitos pelos Estado. "Esperamos que os Estados administrados por partidos da base do governo federal não sejam privilegiados", comentou o secretário petista.
O Fórum também pediu que o ministério retire do Congresso o projeto de lei que trata da classificação vegetal no País. Conforme Alves, a proposta não é precisa e deixa dúvidas quanto ao papel da classificação pública e privada da produção. "Se a empresa que produz é a mesma que vai classificar, o produto terá credibilidade lá fora?", indagou.


