Brasília, 30 (AE) - O secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Cláudio Considera, e o secretário de Direito Econômico do Ministério da Justiça, Paulo de Tarso Ramos Ribeiro, divulgaram ontem uma nota conjunta para esclarecer as posições das duas secretarias a respeito da decisão tomada esta madrugada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que aprovou a fusão das cervejarias Brahma e Antarctica, dando origem à AmBev.
"Gostaríamos de esclarecer que as posições da Secretaria de Acompanhamento Econômico e da Secretaria de Direito Econômico (SDE) já foram expostas, exaustivamente, nos pareceres respectivos, lavrados nos autos do processo", diz a nota. Acrescenta que os dois pareceres apresentam os argumentos "de fato e de direito" que, no entender dos dois secretários, "devem orientar a defesa do consumidor brasileiro e a preservação da livre concorrência n o País".
No parecer da SDE, por exemplo, uma das conclusões sugeria a venda de uma das três empresas (Brahma, Antarctica ou Skol) por considerar que havia alta probabilidade de abuso do poder de mercado consolidado na operação. As três marcas juntas detêm 73% do mercado, chegando a mais de 90% em alguns Estados do Nordeste.
Segundo Victório de Marchi, essa é uma realidade que não se pode alterar. "A Coca-Cola também tem maioria em algumas regiões do País", ironizou durante coletiva em São Paulo ontem.

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