Secretário pede participação mínima de fornecedores nacionais
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terça-feira, 30 de março de 1999
Por Carin Homonnay Petti 
São Paulo, 30 (AE) - O secretário de Energia do Estado do Rio de Janeiro, Wagner Granja Victer, defendeu esta tarde a obrigatoriedade de participação mínima de 35% a 45% para equipamentos nacionais utilizados por empresas que participarem das licitações para produção e exploração de petróleo no País. Ele também quer pontos adicionais no processo de concessão para as companhias que ultrapassarem a parcela obrigatória, até o limite de 70% de bens nacionais.
"É preciso criar formas de proteção para indústria nacional", diz. "Caso contrário, as empresas tenderão a comprar em seus países de origem", alega o secretário, que participou de seminário promovido pela Gazeta Mercantil.
Segundo ele, preços baixos não podem ser o único critério para escolha dos fornecedores. "É impossível fabricar no Brasil produtos mais baratos que os chineses", afirma.
A Agência Nacional de Petróleo (ANP) ainda está estudando formas para garantir a participação de fornecedores nacionais no processo de abertura do setor de petróleo, diz o diretor da agência, Giovanni Tonniatti.


