Secretário inglês diz que o país não vai aderir ao euro
Londres, 22 (AE-AP) - O secretário do Comércio e Indústria da Inglaterra, Stephen Byers, disse nesta terça-feira (22) que o país não vai aderir ao euro. Em uma conversa com empresários de Hong Kong, Byers disse que será "muito difícil" que o referendo nacional, prometido pelo primeiro-ministro Tony Blair, a ser realizado depois das eleições, aprove a entrada da Inglaterra no regime do euro.
Ele admitiu que a Inglaterra esperava que a moeda única fosse forte, mas o euro sofreu um "início pedregoso" e caiu ante outras divisas. O secretário disse que por ser a quinta maior economia do mundo, não deveria haver a questão de a Inglaterra entrar na moeda única.
Quebrando a tradição do governo trabalhista de Tony Blair de ter muita cautela em relação à divulgação de datas ou calendários, Byers disse que não há previsão de a Inglaterra aderir à moeda única "até 2001". Acrescentou que não acredita que até essa data o país consiga cumprir os cinco testes econômicos preparados para a entrada da Inglaterra no euro.
Hoje o professor do Massachusetts Institute of Technology (MIT) Paul Krugman disse que o euro foi lançado com "falsas pretensões" e está longe de recuperar sua queda de 13% em relação ao dólar. "A longo prazo, o euro provavelmente está subvalorizado em relação ao dólar, mas a longo prazo estaremos todos mortos e não vejo nenhum tipo de recuperação em breve", disse Krugman.
Hoje o euro voltou a cair, prejudicado principalmente por comentários do ex-primeiro-ministro da Itália e presidente-designado da Comissão Européia, Romano Prodi, alertando a Itália para o crescimento da inflação, que pode obrigar o país a sair da moeda única.
Mas o euro também foi abalado pela divulgação dos indicadores de produção industrial da França e da Alemanha, de queda de 0,6% e aumento de 0,7%, respectivamente, resultados inferiores às previsões.





