Secretário faz vistorias e transfere 500 PMs no Rio
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 06 de agosto de 2001
Das agências<BR>Do Rio de Janeiro 
Após vistorias-surpresa a um presídio, um quartel e três delegacias de polícia, o secretário da Segurança Pública do RJ, coronel Josias Quintal, determinou o afastamento de 500 policiais do 14º Batalhão da PM, em Bangu, na zona oeste do Rio, uma das áreas mais violentas da cidade. Os PMs - quase a metade do efetivo do batalhão, de 1.100 homens - serão remanejados para unidades do interior e da região serrana do Estado porque, segundo o secretário, não estão apresentando resultados satisfatórios.
Os policias ficam acostumados com a área onde trabalham e não prendem ninguém, disse Quintal. Entre os afastados, há casos de policiais que respondem a processos administrativos e criminais. O comandante do 14º BPM, coronel Carlos Augusto Carrijo, também foi afastado. Assume o comando do batalhão o tenente-coronel Roberto Penteado.
Gosto muito de fiscalizar policiais sem avisar. Vou continuar com as inspeções, sempre que for necessário, porque o que vi eu não gostei, disse o secretário após a vistoria.
Durante o dia, ele viu uma máquina caça-níqueis em uma cela da 33ª Delegacia de Polícia, em Realengo, e verificou que não havia o número necessário de policiais de plantão na 55º DP, na Delegacia de Roubos e Furtos e no Ponto Zero, presídio para policiais e pessoas com curso superior. Encontrei problemas em todos os lugares que fui, admitiu Quintal. O trabalho de vistoria foi acompanhado pelas corregedorias de polícia. Os policiais que não estavam nos cartórios e plantões inspecionados serão punidos.
Pacote O presidente Fernando Henrique Cardoso edita amanhã uma Medida Provisória permitindo que, em caso de greve, os policiais civis e militares de um Estado possam ser deslocados para outro, mediante assinatura de convênio. O pacote de medidas que o presidente vai anunciar inclui o envio de projeto de lei ao Congresso, em regime de urgência, definindo o que é prédio público de serviço essencial.
Com isso, o governo federal quer evitar que quartéis e delegacias continuem sendo tomados pelos grevistas e que sua retomada tenha de ser feita na vala comum dos demais instituições federais, que dependem de demorados atos da justiça.


