Secretário espera apuração por desvio de remedios para punir funcionários
São Paulo, 03 (AE) - O secretário de Estado da Saúde, José da Silva Guedes, disse hoje que espera apenas os resultados da sindicância aberta por sua secretaria para punir os funcionários responsáveis pelo desvio de 600 frascos de insulina
que foram indevidamente retirados de três postos de saúde estaduais, entre os dias 23 e 26 de outubro. Parte da insulina, retirada por uma funcionária da rede estadual, apareceu em postos municipais de saúde. Em troca do medicamento, que vale cerca de R$ 11 mil, Maria Aparecida Kawakubo deixou nos postos estaduais 300 comprimidos do antibiótico Amoxilina, no valor de R$ 3 mil.
"A funcionária já se demitiu, mas vamos investigar para esclarecer e punir todos os outros responsáveis, porque essa troca informal de medicamentos entre postos é totalmente irregular", disse Guedes.
Corte de verbas - O secretário confirmou ainda que pelo menos quatro dos grandes hospitais de São Paulo estão sofrendo um corte nos repasses de verbas do Sistema Único de Saúde (SUS), neste último trimestre do ano. Garantiu, porém, que o corte, restrito às verbas para atendimento ambulatorial e internações, oscila entre 2% e 5% do valor médio dos repasses mensais.
No caso do Hospital das Clínicas de São Paulo, o corte representa R$ 400 mil a menos cada mês, o que equivale a 5% do total de verbas repassadas mensalmente pelo SUS. No caso do Incor, o corte é de 2%. O Hospital São Paulo e o Santa Marcelina são os outros afetados pelo contingenciamento.
"Tenho certeza de que os hospitais poderão assimilar o corte sem reduzir atendimento, porque escolhemos apenas instituições com outras fontes de financiamento", disse Guedes, ressaltando que o HC recebe R$ 100 milhões ao ano do SUS, mais R$ 290 milhões do Tesouro estadual.





