Rio, 15 (AE) - O secretário de Administração Estado do Rio, Hugo Leal, disse hoje que a Lei Camata é uma "corda no pescoço" dos governos estaduais. Segundo ele, alguns pontos da legislação são impossíveis de serem cumpridos como, por exemplo, a redução da jornada de trabalho dos funcionários com diminuição proporcional dos salários.
Leal afirmou que, no caso do Rio, não há como instituir tal exigência porque ela provocaria prejuízos para a administração e os serviços. A jornada de trabalho, que é em média de seis horas diárias, já é enxuta, segundo Leal.
Ele afirmou que o Rio vai conseguir se adequar à Lei Camata - que fixou em 60% da receita o limite de gastos com os salários do funcionalismo - , no momento em que o Rio-Previdência, fundo de previdência do Estado, estiver capitalizado. A expectativa é de que até o fim do ano o Rio-Previdência absorva os R$ 160 milhões despendidos mensalmente com os inativos e pensionistas.
O processo de capitalização prevê a transferência para o fundo de créditos previdenciários e de recursos de um empréstimo liberado para a Previ-Banerj. Leal participou hoje de um seminário sobre as reformas previdenciária e administrativa, na Superintendência da Caixa Econômica Federal (CEF) no Rio.

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