São Paulo, 20 (AE)- O secretário-executivo do Programa Municipal de Desestatização (Promud) de São Paulo, Renato Pavan, que tomou posse ontem no cargo, afirmou que não defende a privatização a Sabesp, por se tratar de "uma excelente prestadora de serviço e lucrativa". "A Sabesp começou como uma empresa de prestação de serviço social, não tinha objetivo de lucro e recebia diversos financiamentos a fundo perdido do governo", disse o secretário. "Hoje ela se tornou um excelente negócio e tem despertado o interesse de diversos grupos econômicos", justificou.
O secretário informou que a prefeitura pretende firmar um convênio, fechar um possível convênio com o Estado para obter participação na rentabilidade sobre os serviços prestados pela empresa, com o argumento de que a exploração se dá na área territorial pertencente ao município. Ele estima que a receita da Sabesp na cidade de São Paulo seja de aproximadamente R$ 180 milhões por mês, mas não sabe se as contas parciais do município são superavitárias. Segundo Pavan, a conversa com o governo ainda não está agendada.
Os recursos obtidos com o programa de privatização da cidade de São Paulo serão destinados ao pagamento da dívida do município com o governo federal. Após a aprovação do acordo pelo Senado, o que ainda não aconteceu, a prefeitura de São Paulo tem 30 meses para amortizar 20% do total da dívida de R$ 10,5 bilhões, o equivalente a R$ 2,1 bilhões. Pavan disse não saber se as verbas obrtidas com a venda dos bens atingirá este valor. Caso o município não consiga pagar os 20% no prazo previsto, a taxa de juros anuais passará de 6% para 9%.

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