Secretário do Planejamento do Estado de SP descarta reajuste para PM
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domingo, 12 de setembro de 1999
Por Ricardo Osman 
São Paulo, 13 (AE) - O secretário estadual do Planejamento de São Paulo, André Franco Montoro Filho, descartou hoje qualquer possibilidade de o governo dar reajuste salarial para os integrantes da Polícia Militar. "Na atual circunstância, os recursos do Estado com pessoal já estão acima do que diz a lei"
afirmou, ao responder pergunta sobre o documento elaborado pela Associação dos Policiais Militares, a ser entregue ao governo até a próxima semana, reivindicando reajuste salarial.
De acordo com Montoro Filho, responsável pela elaboração do Orçamento de 2000, São Paulo compromete atualmente 63% da receita com a folha de pagamento, mas a legislação, inspirada na antiga Lei Camata, estabelece teto de 60% para o gasto dos Estados com pessoal. "O Orçamento do ano 2000 não prevê nenhum tipo de reajuste para pessoal", reforçou Montoro Filho, após reunião com o governador Mário Covas (PSDB).
Assessores do governador paulista dizem estar tranquilos diante das pressões que a corporação policial vem fazendo em vários Estados por aumentos salarias, como na Paraíba, onde os militares estão em greve. O líder do governo na Assembléia Legislativa de São Paulo, Walter Feldman (PSDB), que esteve hoje no Palácio dos Bandeirantes, no entanto, julga "gravíssima" a possibilidade de os militares entrarem em greve no Estado. "A corporação tem clareza de que o serviço dela não é para o governador, é para a sociedade, que vive um momento de tensão em relação à violência", disse Feldman. "Já vivemos outros momentos de tensão, nos quais o diálogo do governador com os militares evitou a greve."
Feldman destacou a importância da aprovação da reforma da Previdência, em tramitação na Assembléia, para a análise de reivindicações como as da PM: "Só se pode pensar em reajuste de pessoal quando for resolvido o problema da folha dos inativos." A folha dos inativos e pensionistas de 1999 é de R$ 6 bilhões. "Com a inflação baixa, passou a época dos reajustes", reforçou Montoro Filho.


