Secretário do Parana contesta dados do IBGE
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quinta-feira, 08 de junho de 2000
Michele Muller De Curitiba 
O secretário do Planejamento, Miguel Salomão, contesta os dados divulgados na semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que colocam o Paraná em décima posição na lista dos Estados com menor taxa de mortalidade infantil. Segundo Salomão, a estatística foi feita com base no censo da década de 1980.
Foi realizada uma projeção a partir dados desatualizados. Nós somos vítimas de ensaios estatísticos, afirma o secretário. Ele garante que o índice de mortalidade infantil do Paraná é bem menor de 18% 1,6% menor que o do Rio Grande do Sul, o primeiro da lista. Temos dados recolhidos pela Secretaria da Saúde em todos os cartórios do Estado.
De acordo com o IBGE, a taxa do Estado é de 27,35%, o pior índice da Região Sul. O estado de Alagoas é campeão em mortalidade no ranking geral com 68,4 % a cada mil nascidos vivos. Na frente do Paraná estão Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Goiás, Mato Grosso e Espírito Santo.
O secretário acredita que o índice de mortalidade entre crianças tem diminuído no Paraná por conta de programas de saúde que assistem gestantes e bebês. O principal é o Protegendo a Vida, promovido pelas secretarias de Saúde do Estado e dos municípios.
O enfermeiro Ciro José Batista Silva, diretor do Sindicato dos Empregados e estabelecimentos de Saúde de Curitba e Região (Sindesc) questiona a eficiência do programa. Não estão sendo cumpridas as deliberações das conferências estaduais de saúde. Não existem médicos suficientes no projeto, e muitos profissionais não cumprem o horário de trabalho, reclama.


