Secretário diz que reajustes nos planos de saúde não passarão de 10%
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 22 de junho de 1999
Por Sônia Cristina Silva 
Brasília, 23 (AE) - Os reajustes das mensalidades dos planos de saúde não deverão passar a 10%, segundo o secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Cláudio Considera. As operadoras estão pedindo à Superintendência de Seguros Privados (Susep) o aumento médio de 12,9% a partir de julho, mas o governo alterou a metodologia de avaliação dos pedidos, o que beneficiará o consumidor.
Até agora, a Susep vinha usando o Índice Geral de Preços do Mercado (IGPM) como base para avaliar se havia justificativa ou não no pedido de reajuste. Depois de uma reunião entre Considera e a equipe da Susep, foi escolhido como novo parâmetro de análise o Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA). "O novo índice dá uma idéia melhor de quanto o consumidor está gastando", explicou Considera.
Cada operadora pede um reajuste diferenciado, com base em ítens e custos dos serviços que oferecem. A Susep compara o porcentual de aumento pedido com o valor do IPCA para cada um dos ítens. Citando um exemplo, Considera afirmou que não se justifica um pedido de um reajuste de 26% no item medicamentos porque o IPCA dos remédios em 12 meses foi bem inferior, de 16 3%.
De forma geral, Considera calcula que o IPCA dos ítens constantes nas planilhas seria de 9,5%. Mas ressalta que as planilhas são diferenciadas e serão analisados caso a caso. "Vamos examinar tudo e ir liberando na medida em que for aprovado o pedido", explicou o secretário de Acompanhamento Econômico.
Considera disse ainda que o Ministério da Saúde terá uma agência com a atribuição de acompanhar os preços e aumentos pedidos pelas operadoras dos planos de saúde, mas a autorização final de um reajuste continuará partindo da área econômica. Técnicos da saúde serão treinados para fazer este acompanhamento.


