Secretário diz que informações estão superdimensionadas
Curitiba- ''Essas informações estão superdimencionadas. Não reconheço como realidade do Paraná. Nossos dados não indicam isso. Deveriam ter consciência e responsabilidade e não criar pânico irreal'', rebateu o secretário de Estado da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, sobre o fato de o Paraná ser o principal braço do PCC depois de São Paulo.
O secretário ressaltou que é preciso tomar cuidado ao divulgar este tipo de informação e lembrou que, no Paraná, existem muitos criminosos de São Paulo, que são pegos quando vêm buscar armas e drogas na fronteira, nos presídios.
''Não é bem assim. É a voz dele contra toda uma realidade. Ninguém em São Paulo pediu alguma vez informação para o nosso serviço de inteligência'', afirmou o secretário sobre a declaração do promotor de São Paulo, Roberto Porto. Além de negar a existência de problemas com o PCC no Estado, Delazari considerou as declarações como um ''desserviço''.
''Estamos em estado de calmaria e a notícia pode causar pânico'', criticou. O secretário disse que acha estranho um promotor de São Paulo, ''longe da realidade paranaense'', afirmar que o Paraná é o principal braço do PCC.
Delazari destacou que a polícia, o serviço de inteligência do Estado e o Ministério Público trabalham de forma integradas. A reportagem da Folha não conseguiu contato com Delazari novamente após ouvir as declarações do coordenador da PIC, Paulo Kessler.
A secretaria de Segurança informou, no entanto, que prova que as atividades de repressão ao crime são integradas é que diversas operações policiais aconteceram publicamente em parceria com o MP e a Polícia Federal.
Quanto à acusação de ineficácia no combate ao crime organizado, a secretaria alegou que é ''no mínimo falta de informação e conhecimento das ações da polícia no Paraná.''(A.B.)





