Secretário diz que houve aumento de prisões em flagrante
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quarta-feira, 13 de outubro de 1999
Por RENATO LOMBARDI 
São Paulo, 14 (AE) - O secretário da Segurança Pública, Marco Vinício Petrelluzzi, disse hoje (14) aos deputados no plenário da Assembléia que a polícia de São Paulo aumentou este ano o número de prisões em flagrante e o de apreensão de drogas e de armas, em comparação ao ano passado. Ele compareceu à Casa a pedido dos parlamentares, para explicar o que a polícia tem feito para combater o crime no Estado.
O secretário respondeu às perguntas com serenidade e moderação. Disse ser contrário à prisão perpétua e à diminuição da idade para os menores infratores. Petrelluzzi só se emocionou ao ouvir uma gravação, a pedido do deputado Gilberto Nascimento (PMDB), com o depoimento do administrador de empresas Jorge Damus, pai do estudante Rodrigo Damus, morto há duas semanas no Morumbi, zona sul, por um ladrão que três dias depois completou 18 anos.
Damus falou de seu drama e da indiferença do secretário e do governador Mário Covas diante do aumento da violência na cidade. Segundo Petrelluzzi, a polícia deu resposta rápida ao crime e prendeu os acusados.
Durante o tempo em que Petrelluzzi respondeu às perguntas, o plenário chegou a ter número muito reduzido de parlamentares. A ida à Assembléia foi solicitada por 92 dos 94 deputados, mas o número maior em plenário foi de 47.
O secretário explicou que a integração das Polícias Civil e Militar tem sido a tônica de sua gestão. De acordo com ele, a polícia precisa ser mais eficiente e reuniões têm sido feitas para o entrosamento das polícias. "Não se resolve do dia para a noite."
O secretário também disse aos deputados que a prioridade de combate ao crack tem como base a prisão dos traficantes e a diminuição dos crimes violentos, como homicídios, assaltos e assaltos seguidos de morte.
Na capital e centros do Interior, acrescentou Petrelluzzi, o crack tem provocado o aumento da violência e do crime. "Estamos concentrando os recursos do combate a esta droga, que não terá vez em São Paulo", disse. "É preciso que a sociedade ajude neste desafio e estamos contando também com o apoio de juízes e promotores para que possamos efetuar o maior número de prisões e fazer com que os criminosos fiquem na cadeia."
O deputado Elói Pietá (PT) criticou o governador, dizendo que em sua campanha à reeleição prometeu reduzir os homicídios em 50% no primeiro semestre. Houve, porém, um aumento de 62% em comparação com o mesmo período de 1998; os assaltos seguidos de morte cresceram 41,7%. Petrelluzzi disse que as metas que está anunciando para a diminuição da criminalidade são para quatro anos.A maioria dos deputados exigiu por parte das polícias um trabalho mais firme e "duro". Conte Lopes (PPB) perguntou por que a polícia de São Paulo não se faz respeitar pelos criminosos
citando as invasões frequentes aos distritos policiais. Petrelluzzi explicou ter tomado medidas para evitar isso.


