Brasília, 07 (AE) - O secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Guilherme Dias, disse há pouco que a responsabilidade de definir as áreas que sofrerão os cortes no Orçamento de 2000 será do Congresso. Segundo o secretário, o Executivo vai negociar esses cortes com a Comissão Mista de Planos e Orçamento, mas não há como fugir da necessidade de ser alcançado um superávit de 2,65% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2000 porque essa meta consta da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), aprovada no primeiro semestre pelo Congresso. Esses 2,65% equivalem a R$ 28,565 bilhões. "Essa é uma responsabilidade do Congresso que vamos procurar compartilhar e ajudar, mas a decisão sobre a necessidade de se gerar um superávit de 2,65% do PIB já foi tomada e está expressa em lei", afirmou Dias. Ele disse que a necessidade dos cortes é o primeiro teste do significado prático da novidade de se estabelecer no Orçamento uma meta de superávit.

mockup