Buenos Aires, 11 (AE) - O crescimento econômico argentino seria em 3,5% no ano que vem. A previsão foi feita pelo secretário de Indústria e Comércio, Alieto Guadagni, que também sustentou que o resultado das eleições presidenciais do dia 24 de outubro não modificarão esse índice.
Guadagni afirmou que não vê diferenças na administração da economia tanto no caso de vitória do governo como da oposição.
As perspectivas de Guadagni, no entanto, não são compartilhadas por economistas e lideranças empresariais, que prevêem um panorama mais sombrio, muitas vezes similar ao previsto pelo FMI, que calcula que o crescimento do PIB seria de 1,5% no ano 2000.
É o caso do ex-vice-ministro da Economia, Carlos Rodríguez, que considera que o crescimento do PIB poderá ser nulo. Rodríguez leva em conta essa possibilidade considerando a vitória de Fernando De La Rúa, candidato da coalizão Aliança UCR-Frepaso, e favorito nas pesquisas.
Mesmo vencendo, De la Rúa não terá maioria na Câmara de Deputados, e conviverá com um Senado na mão de opositores.
Segundo Rodríguez, "se o confronto de De la Rúa com o Congresso for muito grande, e não for possível conseguir um ajuste fiscal, haverá um conflito com os mercados de capital". O ex-vice-ministro sustenta que nesse duro panorama, o crescimento seria de 0% ou 1%.
O presidente da Câmara de Comércio da Argentina, Jorge Di Fiori, afirma que a economia poderá aumentar 3% no ano que vem, embora esse crescimento não será percebido imediatamente no consumo. O presidente da Bunge Argentina, Salvador Carbó, considera que a população voltará ao consumo de bens após as eleições.

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