Os pequenos hospitais são importantes para o Estado. A avaliação é feita pela maioria dos secretários municipais de sa© úde, segundo o secretário de Londrina, Sílvio Fernandes. Para evitar que estes hospitais fechem, diz Fernandes, é fundamental mudar os critérios de financiamento. ''Hoje, esses hospitais precisam gerar uma grande quantidade de internações para se manter. Os estabelecimentos de pouca resolução individual estão inviáveis'', ressalta.
A tese defendida por Fernandes é substituir o sistema de Autorizações de Internação Hospitalar (AIHs) por novos critérios de financiamento. Uma prosposta já em discussão no país transformaria os hospitais de até 20 leitos em unidades mistas de internação. Eles poderão prestar também atendimento ambulatorial, e teriam um valor fixo de finaciamento.
Fernandes diz que em Londrina faltam leitos de apoio aos pronto-socorros da Santa Casa e Hospital Universitário, que atendem pelo SUS na cidade e estão sobrecarregados. ''Tem gente internada nos corredores'', atesta o secretário. ''O que ocorre em Londrina é reflexo da situação dos hospitais dos municípios menores''. O HU atendeu 132.127 pessoas de Londrina em 2002 e outras 40.063 vindas de fora. A porcentagem é de 30,32% das internações, praticamente o mesmo índice repassado por Fahd Haddad, superintendente da Santa Casa.
Haddad afirma que nem a tabela do SUS nem a dos planos de saúde cobrem os custos da tecnologia avançada utilizada nos hospitais. ''A situação inviabilizou os pequenos hospitais privados, e, se não for contornada, vai ameaçar também os maiores, como já acontece com a Santa Casa'', alerta.

mockup