São Paulo, 25 (AE) - O secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo, Marco Vinício Petrelluzzi, disse hoje não acreditar que o Comando Vermelho (CV) esteja agindo no Estado, expandindo os "negócios", com base no Rio. Petrelluzzi disse ter recebido com surpresa essa informação, divulgada no relatório de maio do Serviço de Inteligência da Polícia Militar (PM2) do Rio. "As informações deles não coincidem com as nossas."
O secretário criticou a atitude do PM2 do Rio de divulgar as informações sobre São Paulo sem antes as passar à PM paulista. "Acho curioso que eles tenham uma informação dessas e não nos passem." Segundo ele, é preciso maior integração entre as polícias de todo o País. De acordo com o documento do PM2 fluminense, há registros de ações de integrantes do CV no Estado desde maio de 1996. Petrelluzzi discorda. De acordo com ele, apenas fatos isolados têm ocorrido. "No ano passado, houve alguns cariocas que roubaram bancos em São Paulo, mas não foram identificados como sendo integrantes do CV."
Petrelluzzi garante que o PM2 paulista está atento à possibilidade de quadrilhas organizadas de outros Estados estarem agindo em São Paulo. "Tem quadrilha do Rio agindo no Estado, como tem bandido paulista que age no Rio ou em Pernambuco."
Em 1998, a polícia paulista recebeu informação de que o CV estaria agindo no Guarujá, na Baixada Santista (SP), e em São Bernardo do Campo, no Grande ABC (SP). No balneário, a organização estaria infiltrada no Morro do Alemão e faria o mesmo na Favela da Farina, no Grande ABC. Nos dois casos, segundo Petrelluzzi, nada foi confirmado.
Observar o número de chacinas, que, na maioria dos casos
segundo o secretário, são contendas entre quadrilhas, é uma forma de avaliar se o crime está bem organizado na cidade. "Se há muitas chacinas, está mal organizado."

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