São Paulo, 14 (AE) - O secretário da Segurança Pública Marco Vinicius Petrelluzzi, disse que a proposta do ministro da Justiça, José Carlos Dias, é equivocada, porque o combate deve ser feito nas fronteiras, por onde as drogas, as armas e o contrabando passam. Petrelluzzi acrescentou que a União deve investir recursos para o combate do crime organizado e ter a colaboração das polícias estaduais.
O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Rui Cesar de Melo, também é contrário à proposta do ministro. Ele é favorável a uma organização centralizada para o combate ao crime organizado, mas, neste comando, ele quer policiais civis, militares e federais, com uma coordenação única composta por todos esses setores. O oficial disse também que o objetivo dessa coordenação é executar um trabalho em todo o País para prender os chefes do tráfico, do contrabando e de armas e não os "bagrinhos".
Ele quer também que os chefes do crime organizado sejam recolhidos em prisões do governo federal, com toda estrutura de segurança, para impedir fugas. O delegado-geral de Polícia Civil
Marco Antonio Desgualdo, também é contrário à subordinação das polícias, principalmente a Civil, à Polícia Federal. Ele é favorável a um colegiado com a integração de todos os setores de segurança e das Forças Armadas para combater o crime organizado, principalmente o tráfico de drogas e o contrabando de armas. (Renato Lombardi)

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