Curitiba, 10 (AE) - O secretário de Segurança do Paraná, Cândido Martins de Oliveira, afastou hoje o diretor do Instituto Médico Legal (IML), Francisco Moraes e Silva, acusado de irregularidades, entre elas abuso sexual de menores e falsificação de laudos. Silva havia sido denunciado pelo Ministério Público, que ajuizou ação civil por improbidade administrativa, em dezembro.
O secretário afirmou que o diretor foi afastado apenas agora porque o governo não tinha conhecimento oficial da ação do MP. "Havia acusações que estavam sendo averiguadas", disse. A gota dágua, no entanto, foi a apresentação do andarilho Paulo Prussak. Vivo. Segundo laudo cadavérico emitido pelo IML do Paraná, ele havia morrido em um acidente de trânsito em agosto.
Prussak foi apresentado pelo deputado Ricardo Chab (PTB)
em seu programa de rádio, na manhã de hoje. Chab é presidente da Comissão de Segurança da Assembléia Legislativa do Paraná, que também investiga a atuação de Silva. "Diante da gravidade das acusações e da existência de uma sepultura com o nome de Paulo Prussak, decidimos afastar o diretor", disse o secretário.
O legista Francisco Moraes e Silva, que também é professor de Medicina Legal e Ética na Universidade Federal do Paraná, não foi encontrado hoje. Segundo seus advogados, estava viajando. Para seu lugar no IML, foi indicado um interventor, o delegado Leonyl Ribeiro.

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