São Paulo, 30 (AE) - O secretário de Governo, Carlos Augusto Meinberg, é quem está comandando a operação do Executivo para ganhar tempo e derrubar o pedido de impeachment do prefeito Celso Pitta (PTN) ainda na Comissão Especial. Um vereador do PTB
que não quis ser identificado, revelou que o secretário pediu hoje ao líder do partido na Câmara, José Amorim, que retardasse a definição do representante petebista na comissão, alegando que o PPB fizera o mesmo.
"Quem foi que te contou isso?", reagiu Amorim, ao ser indagado a respeito. O líder do PTB negou ter falado com o secretário. Mais tarde, Meinberg admitiu que conversou com Amorim, mas disse não ter feito nenhum tipo de pedido à bancada. "Converso com todos os vereadores, porque essa é uma das atribuições do cargo que ocupo", limitou-se a dizer.
Encerrada a sessão na Câmara, o líder do governo, Brasil Vita (PPB), reuniu-se com o secretário no Palácio das Indústrias. Ele e o vice-líder de Pitta, Wadih Mutran, são os nomes cotados para as duas vagas que cabem ao PPB na Comissão Especial.
Vita, até agora, é o único parlamentar a assumir publicamente ser contra a abertura do processo de impeachment. Mutran notabilizou-se por suas atitudes teatrais em defesa do prefeito, sem temer críticas e reações posteriores.
Meinberg negou que o Executivo esteja influindo na composição da Comissão Especial. "Nós queremos parlamentares equilibrados, que saibam analisar tecnicamente um documento que tem essas características", afirmou.
Receio - Apesar da aparente tranquilidade do Executivo quanto à sua base na Câmara, assessores políticos do Palácio das Indústrias ainda têm receios em relação ao comportamento dos vereadores. Na avaliação deles, ainda é prematuro emitir uma opinião, porque fatos novos podem surgir.
Caso isso não ocorra, os assessores acreditam que a situação tende a se acomodar em favor do governo. Eles consideram que as denúncias da ex-primeira-dama Nicéa Pitta devem perder força, por falta de provas.

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