São Paulo, 06 (AE) - A Câmara Setorial de Citricultura se reunirá no dia 11 de agosto, na Secretaria de Agricultura de São Paulo. Inicialmente marcada para hoje, no Centro de Citricultura Sylvio Moreira, em Cordeirópolis (SP), a reunião foi transferida para a capital por decisão do secretário de Agricultura do Estado de São Paulo, João Carlos de Souza Meirelles, segundo o secretário-executivo da Câmara Setorial de Citricultura, Luiz Alberto Kuyumijian. A reunião contará também com a presença de produtores, indústrias, atacadistas e demais segmentos da cadeia da citricultura em São Paulo. Na pauta, a comercialização da laranja.
O produtor de laranja e presidente da Câmara Setorial de Citricultura da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Nicolau Nadai, afirmou que os citricultores levarão ao encontro câmara suas reivindicações de um melhor preço, já que um dos itens da pauta é a comercialização da safra atual. Citricultores realizaram protestos na semana passada, reivindicando melhores preços. Queda - Os preços da laranja tiveram forte queda este ano, em função das perspectivas de uma maior produção nacional e também por causa dos altos estoques de suco mantidos pelas indústrias. De acordo com Margarete Boteon, pesquisadora da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), em comparação com o mesmo período do ano passado, os preços atuais estão 44% menores em reais e 60% menores em dólar. A caixa de 40,8 quilos de laranja, que é negociada hoje a R$ 2,50, saía por R$ 4,50 no mesmo período de 1998. A grande diferença se deve à grande produção desta safra e à fraca produção na safra passada, explica Boteon.
Ela afirma, no entanto, que mesmo em comparação com 97/98, quando foi registrada uma produção recorde de laranja, de 440 milhões de caixas, o preço ao produtor este ano apresentou redução, de cerca de 11%. O presidente da Câmara de Citricultura
Nicolau Nadai, não acredita que o governo possa fazer algo para elevar os preços ao produtor nesta safra. "Para este ano não dá para fazer nada", disse. "Mas é preciso pensar a longo prazo. Essa é uma discussão longa, que deve ser para os próximos três ou quatro anos", disse Nadai. O presidente da Câmara Setorial soube na quarta-feira à noite da mudança de data da reunião, que seria realizada hoje, e se disse surpreso com a alteração.

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