São Paulo, 05 (AE) - A corrupção e a sujeira foram apontadas pelo secretário de Recursos Hídricos, Saneamento e Obras do Estado, Antônio Carlos Mendes Thame, como causas das enchentes na capital. "A corrupção e a falta de fiscalização no lixo acabam tendo impacto negativo na vida da população", afirmou, apontando o entupimento dos sistemas de drenagem pelo lixo como complicador das enchentes.
"Quando o governo é honesto e não há corrupção, o custo das obras é menor", afirmou o secretário, que contestou as afirmações do prefeito Celso Pitta de que as obras de aprofundamento da calha do Rio Tietê estão paradas. "O prefeito mente de forma descarada, ele tem participado de nossas reuniões e sabe que as obras estão sendo feitas dentro do calendário". Dragas - Pitta reafirmou que as obras do Estado estão paradas. "Quem mente é o secretário, porque na cidade não há mesmo nenhuma obra no Rio Tietê", afirmou, por meio do seu coordenador de Comunicação Social, Antenor Braido. Para a Prefeitura, as dragas de limpeza usadas pelo Estado são "inócuas", pois o lixo, deixado na margem, é empurrado para o leito do rio pelas chuvas.
Segundo Mendes Thame, a primeira fase do aprofundamento do leito do Tietê está quase concluída. "Estamos satisfeitos com os resultados; gastamos R$ 400 milhões em obras, o maior investimento feito pelo Estado no Tietê até agora". O secretário municipal de Vias Públicas, André de Fazio, argumentou que foram principalmente as obras realizadas pela Prefeitura que evitaram maiores danos na cidade. No último ano, segundo ele, foram construídos seis piscinões e houve a canalização de 26 quilômetros de córregos. De Fazio garantiu que os piscinões estão ajudando a diminuir os pontos de alagamento, na comparação com os anos anteriores. (José Gonçalves Neto)