Secretário critica suspensão de aulas
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sexta-feira, 26 de junho de 2009
Chiara Papali<br> Reportagem Local 
Londrina- Suspensão de aulas e uso de máscaras ainda não são medidas necessárias para se proteger da gripe A (H1N1). Foi o que o secretário de Estado de Saúde Gilberto Martin afirmou, ontem, em Londrina, durante uma coletiva sobre o assunto. São medidas que não aumentam em nada a proteção, disse. Sobre a Universidade Estadual de Londrina (UEL), que suspendeu aulas e atividades no campus até as 14 horas de segunda-feira, ele classificou a medida como mais de caráter administrativo do que epidemiológico. A notícia (de uma jovem infectada com o vírus da nova gripe que esteve na universidade) acabou criando um clima de instabilidade. Se (a UEL) pecou, foi por excesso, afirmou.
Medidas como suspensão de aulas, cultos, reuniões ou qualquer outra atividade que haja aglomeração de pessoas ainda não são necessárias, segundo Martin, porque não há mudança na transmissão e na letalidade da doença. Os casos confirmados da nova gripe foram de pessoas que viajaram ao exterior ou de quem teve contato com elas, e não de transmissão sustentada. Já a letalidade, segundo ele, não tem se mostrado maior que a da gripe comum. A transmissão está vinculada a pessoas que viajaram para locais onde há foco da doença, e isso não indica nenhuma medida para que sejam suspensas atividades com aglomeração de pessoas. Mas estamos monitorando qualquer mudança de comportamento da gripe, disse.
Até o início da próxima semana, garantiu o secretário, devem ficar prontos os exames que vão confirmar, ou não, os dois casos suspeitos, de uma estudante e de uma funcionária, que levaram a administração da UEL a suspender as atividades. A suspeita surgiu após visita de uma estudante da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Assis contaminada com o vírus da gripe H1N1 em um evento no departamento de Anatomia. Outros 19 alunos e funcionários que tiveram contato com a jovem são monitorados. Na UEL, a estudante circulou por vários setores, não só no evento e isso gerou uma instabilidade muito grande. Eu entendo, apóio e acho que nesse caso foi correto (suspender aulas e atividades), ressaltou.
No Paraná, segundo dados da secretaria de Estado de Saúde, ontem haviam 15 casos confirmados da nova gripe, 56 suspeitos, 20 em monitoramento e 98 casos descartados.
Sobre viagens para a Argentina, país do Cone Sul onde há o maior número de casos e de óbitos, Martin reforçou a recomendação do Ministério da Saúde, para que crianças, idosos, gestantes e pessoas com imunidade baixa, se possível, deixem de viajar para aquele país. E, se não for possível, que evite aglomerações lá. E, se, ao retornar, manifestar sintomas da gripe, procure um órgão de saúde, ressaltou.


