Ribeirão Preto, SP, 29 (AE) - O secretário de Assistência e Desenvolvimento Social do Estado, Edson Ortega, criou, hoje, um Núcleo de Ouvidoria para a unidade da Fundação Estadual para o Bem-Estar do Menor (Febem), em Ribeirão Preto, e o Comitê de Articulação e Integração para aplicação das medidas socioeducativas aos adolescentes. "Queremos que Ribeirão Preto seja um modelo para todo o Estado", disse o secretário, otimista com o novo modelo educativo e pedagógico que será utilizado nas unidades da Febem.
Em Ribeirão Preto, a Febem terá o apoio de técnicos da Escola Paulista de Medicina, da Universidade de São Paulo (USP) e representantes da universidade canadense de Quebec, que vão trabalhar com adolescentes infratores e seus familiares. Em outras cidades, o trabalho será desenvolvido por técnicos da Pontíficia Universidade Católica (PUC). Um diagnóstico será feito desde a entrada do garoto na unidade, traçando-se o perfil e o ambiente em que ele vivia.
"Será um trabalho personalizado e a sociedade, com o poder público, dará um salto de qualidade para a reabilitação dos jovens", comentou Ortega, acrescentando que os funcionários terão maior qualificação profissional - os atuais passarão por um processo de reciclagem e os novos serão treinados adequadamente. Para modificar o atual quadro dos dependentes químicos dos menores, que superlotam as unidades da Febem, será feito um trabalho com os adolescentes e também com os pais, com tratamentos, através de profissionais da Escola Paulista de Medicina. "Talvez esse seja o caminho", disse Ortega.
O comitê de Ribeirão Preto terá representantes do poder municipal, do Ministério Público, de conselhos tutelares, advogados, entidades religiosas regionais, centrais sindicais, sindicatos, empresários, trabalhadores e de organizações comunitárias. A Ouvidoria será instalada para ouvir adolescentes
familiares e funcionários, melhorando o diálogo entre as partes.