Secretário condena ação dos donos da fazenda
Curitiba - O secretário de Estado da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, viajou ontem para o local do conflito, em Foz do Jordão, para avaliar a situação e acalmar os ânimos dos dois lados. ''Infelizmente, os diretores da empresa tomaram a decisão de defender a propriedade à bala, o que causou uma fatalidade. A conduta tanto dos proprietários da fazenda quanto do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra é reprovável'', lamentou.
A Trombini Florestal já havia conseguido na Justiça um mandado de reintegração de posse que, segundo Delazari, seria cumprido de maneira pacífica se não houvesse ''precipitação'' por parte dos seguranças.
No último domingo, os sem-terra teriam invadido e roçado cerca de 21 alqueires da Fazenda Coqueiros, alegando que teriam autorização para isso. Em uma nota, o MST disse que na segunda-feira à noite dois policiais teriam procurado coordenadores do acampamento, dizendo-lhes que poderiam continuar trabalhando na fazenda que eles dariam segurança. O movimento também afirmou que testemunhas teriam dito que os coletes à prova de bala utilizados pelos seguranças teriam sido entregues por policiais militares.
Essa versão não foi confirmada pelo secretário. ''A polícia não tem nada a ver com isso. Pelo contrário, agiu com rigor, já está punindo os responsáveis'', afirmou.
De acordo com a superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a fazenda tem 2.453 hectares, tendo sido considerada improdutiva em vistoria realizada em outubro de 2002. O órgão manifestou intenção em comprá-la para a reforma agrária.
Já o prefeito Amâncio afirmou que a considera produtiva, em razão do plantio de pinus e madeireiras que geram pelo menos 300 empregos. Ele afirmou ter ajudado os sem-terra desde a chegada deles ao município e cobrou mais atitude do governo federal. ''O presidente (Luiz Inácio Lula da Silva) precisa tomar uma providência e não ficar enrolando esse povo'', criticou. (Com Agência Estado)





