São Paulo, 12 (AE) - O secretário da Segurança Pública, Marco Vinício Petrelluzzi, anunciou hoje o novo esquema de policiamento no combate à criminalidade na capital com o mapeamento de cada região e a incidência dos crimes. Informou que mais de mil policiais, civis e militares, deixaram os setores administrativos e passaram para o policiamento de rua. Entre os militares estão 251 barbeiros, 176 dos setores administrativos dos batalhões, 40 da assistência militar da Assembléia Legislativa, 44 do setor exclusivo de escolta de autoridades estrangeiras que também farão policiamento, 36 do gabinete do secretário e 445 integrantes das bandas musicais.
Os músicos serão utilizados no policiamento de rua três vezes por semana. O secretário afirmou que os militares músicos, barbeiros e do setor administrativo passaram por cursos para melhorar as condições físicas e poder enfrentar os criminosos. "Eles tiveram treinamento e estão prontos porque acima de tudo são policiais". Ele explicou que teria condições de colocar outros 4.500 policiais nas ruas se eles deixassem as muralhas dos presídios em todo o Estado. "Estes militares e um grande número de policiais civis cuidam de presídiários e não há como retirá-los".
Na Polícia Civil, o remanejamento interno começou com o corte de 5% no trabalho administrativo. Foram tirados das portarias dos departamentos e divisões e do gabinete do secretário 85 investigadores. Um levantamento está sendo feito em toda a Polícia Civil, no Estado, pois Petrelluzzi quer saber quem realmente trabalha nas delegacias, divisões e departamentos da Polícia Civil. A secretaria foi informada que há casos de investigadores que não trabalham e assinam o ponto uma vez por mês. Para Petrelluzi a retirada dos homens dos setores administrativos não vai causar sacrifício. "Nós cortamos na carne, pois gordura não tínhamos onde mais cortar". Cobrança - Pelo novo esquema de policiamento a ser adotado, o secretário acredita que terá condições de saber dia a dia o que está acontecendo em toda a cidade e poderá cobrar dos comandos das polícias "o sucesso ou o insucesso". O trabalho será desenvolvido em conjunto pelos policiais dos distritos e das companhias da PM o que não acontece atualmente. Delegados e capitães serão obrigados a se reunir todos os meses para analisar o crimes nos bairros.
"Eles vão elaborar o diagnóstico da situação da criminalidade, traçar plano de ação conjunta, planejar estratégias e estabelecer metas mensais", contou o secretário. Pelo computador, em seu gabinete, ele vai acompanhar o registro das ocorrências e o trabalho das polícias. "Vou saber em que parte da cidade o crime está crescendo e a cobrança será imediata", antecipou.

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