Curitiba- O governo do Paraná vai tentar achar uma solução junto ao Ministério dos Transportes para os 945 quilômetros de rodovias no Estado sem nenhuma conservação. Nem o governo estadual nem o federal assumem a responsabilidade sobre elas.
O secretário de Estado dos Transportes, Waldyr Pugliesi, e o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem (DER/PR), Rogério Tizzot, vão se reunir hoje em Brasília com o ministro dos transportes Alfredo Nascimento para propor um convênio para a recuperação das rodovias. O governo do Estado ajuizou um pedido de tutela antecipada na Justiça Federal de Curitiba cobrando do governo federal a manutenção dos trechos.
A briga sobre quem é o responsável pelos 945 quilômetros é antiga. No final de 2002, o governo federal editou a Medida Provisória 82, que repassa a responsabilidade destes trechos para o governo do Paraná (o mesmo aconteceu no outros estados). Para isso os estados deveriam receber R$ 130 mil por quilômetros. Porém, a Procuradoria Geral do Estado argumenta que, no início de 2003, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou a transformação da MP em lei e por isso ela perdeu a validade.
Mas, enquanto a briga continua, alguns trechos estão tão precários que a Polícia Rodoviária precisou interditar o tráfego de veículos. É o caso da ponte sobre o Rio Iguaçu, na BR-476, em São Mateus do Sul, que foi interditada sob risco de desabar.
Pugliesi vai tentar uma solução que não implique em gastos. Uma das propostas seria o Estado arrumar as rodovias e depois ser ressarcido. Porém, segundo o coordenador do Departamento Nacional de Infra-estrutura Terrestre (Dnit) no Paraná, David Gouvêa, que também vai participar da reunião hoje, a Procuradoria Geral da União entende que os 945 quilômetros são de responsabilidade do Estado.
O governo do Paraná já recebeu os R$ 122 milhões que previa a MP. Porém, a Secretaria de Transportes argumenta que o dinheiro veio sem rubrica e por isso foi destinado a outros fins.

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