Secretário apresenta relatório sobre falhas de empresas de produtos tóxicos
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terça-feira, 21 de dezembro de 1999
Por Zuleide de Barros (especial para a AE) 
Santos, SP, 21 (AE) - Um diagnóstico minucioso sobre todos os problemas das empresas que armazenam produtos tóxicos ou inflamáveis foi apresentado na manhã de hoje pelo secretário de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Ricardo Trípoli, aos representantes dos 13 terminais de granéis instalados em Santos, Cubatão e Guarujá, na Baixada Santista (SP). O trabalho foi elaborado com base num levantamento realizado por técnicos da Companhia Estadual de Tecnologia em Saneamento Ambiental (Cetesb), a fim de analisar os riscos físicos e ambientais causados por essas empresas, tendo em vista os dois acidentes registrados com a Brasterminais, na Ilha Barnabé, em Santos.
"Queremos garantir a margem de segurança desses terminais para evitar que novas tragédias, como a que ocorreu em 1984, na Vila Socó, em Cubatão, com a morte de mais de 90 pessoas, voltem a se repetir na região", afirmou, durante o encontro realizado na Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Santos. Segundo Trípoli, logo no início do ano, os técnicos da Cetesb vão reunir-se com cada uma das 13 empresas, a fim de estabelecer um monitoramento das providências a serem tomadas, com o objetivo de eliminar todo e qualquer risco oferecido no decorrer dos próximos dois anos.
Paralelamente a esse tipo de ação, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente também pretende analisar a eficiência dos Planos de Ajuda Mútua (PAMs), geralmente testados só quando acontecem os acidentes. Além da preocupação com os danos físicos
que podem pôr em risco a segurança dos trabalhadores e da população, a Cetesb está preocupada com os danos ambientais, que podem se tornar irreparáveis. No último acidente da Brasterminais, 300 metros quadrados de mangue foram destruídos. "Esses planos devem contemplar também a questão ambiental", frisou o secretário.
Vazamento - Um volume equivalente a 400 litros de ácido sulfúrico vazou na madrugada de hoje de um caminhão, na altura do quilômetro 44 da pista de subida da Via Anchieta. Técnicos da Comissão de Defesa Civil (Comdec) de Cubatão e funcionários da empresa Fertilizantes Serrana, que fazia o transporte da carga, afirmaram que o produto não atingiu a rede de drenagem da pista, fato que evitou a ocorrência de danos ambientais. O motorista percebeu o gás liberado pela fissura no casco do tanque, acionando as equipes de segurança.


