Secretário aponta má vontade da rede conveniada
O drama das famílias que procuram leitos de UTI em Maringá é vivido diariamente por médicos do HU, atendentes da Central de Leitos, enfermeiras e atendentes de postos de saúde e de hospitais.
O próprio secretário municipal de Saúde, Ivan Murad, já passou madrugadas pendurado no telefone brigando por uma vaga. Há uma evidente má vontade por parte dos hospitais particulares em ceder leitos de UTI para o SUS, reclama uma autoridade médica do SUS.
O diretor da 15ª Regional, Massatochi Okazono, faz uma comparação. De acordo com levantamento feito pela Secretaria Estadual de Saúde, os hospitais particulares de Ponta Grossa internaram, nos últimos 12 meses, 500 pacientes do SUS a mais do que Maringá. A população de Maringá (267 mil habitantes) é praticamente equivalente à de Ponta Grossa (252 mil habitantes).
Agravantes Ninguém discorda que o SUS paga muito pouco aos hospitais e médicos. Imagine só um neurocirurgião, que passa seis anos na universidade e mais seis fazendo especialização, receber por uma consulta R$ 1,74 descontado o Imposto de Renda!, afirma Hokazono.
Outro agravante é que a diária de UTI (R$ 137,03) é menor do que o valor pago por um parto (R$ 143,00). Pior: os hospitais particulares de Maringá não contratam médicos para UTI.
Apenas remuneram os profissionais por serviço prestado (R$ 10,00 a hora). Apesar destes valores, o SUS salva a vida de muita gente. É melhor com um sistema assim do que sem ele, diz o médico Carlos Ferri, do Hospital Metropolitano.





