Secretário alerta sobre risco de dengue hemorrágica na Baixada Santista
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sexta-feira, 12 de março de 1999
Por Zuleide de Barros, especial para a AE 
Santos, SP, 13 (AE) - A dengue hemorrágica já deixou de ser uma ameaça para se transformar em realidade muito próxima da Baixada Santista, caso a população não se conscientize da necessidade de eliminar os criadouros do Aedes aegypti. O alerta é do secretário estadual de Saúde, José da Silva Guedes. Ele esteve reunido, hoje, com prefeitos da Região Metropolitana da Baixada Santista, onde já foram infectadas 575 pessoas apenas neste ano.
De acordo com o secretário, os meses de abril e maio representam o período mais crítico para o avanço da doença, razão pela qual, as prefeituras devem estar preparadas para uma ação mais efetiva de erradicação do mosquito transmissor. "Todos sabem como combater mas, infelizmente, nem todo mundo está envolvido nesta luta", disse.
Só no ano passado, a Baixada Santista contribuiu com 50% dos casos de dengue registrados em todo o Estado de São Paulo - 5.296 doentes - de um pouco mais de pouco mais de 10 mil. A pesquisadora da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen)
Dalva Maria Valério Vanderlei, considera a situação deste ano ainda mais grave, porque antes do fechamento do primeiro trimestre já foram registrados perto de 600 casos. Até agora, foram registrados 318 casos em Santos e 205 em Cubatão, que apresenta a maior incidência da doença, levando-se em conta o número de casos dividido pela população. "A velocidade em que a doença se alastrou pela região foi muito rápida", argumentou. A Baixada, disse, é muito vulnerável em razão da presença do porto
elevada temperatura, umidade relativa do ar e das condições climáticas extremamente favoráveis à proliferação do mosquito.


