O secretário nacional de Reforma Agrária do MDA, Orlando Muniz, manteve o desafio de que o governo irá zerar o orçamento deste ano. Ele afirmou que do total do orçamento R$ 967 milhões já foram empenhados (ou seja a destinação está definida). Dessa soma, R$ 717 milhões foram efetivamente pagos. São dados até 15 de novembro - 15 dias, portanto, após o fechamento do relatório do Inesc.

''A radiografia da reforma agrária não está sendo feita no tempo exato'', criticou Muniz. Ele reforçou que, no segundo semestre, os gastos são maiores do que no primeiro, pois nos últimos seis meses do ano é feito o assentamento propriamente dito das famílias. E acusou o Inesc de fazer uma análise incompleta do orçamento do Ministério. ''Temos uma série de convênios com outros ministérios, cujos recursos não constam em nosso orçamento geral, mas que beneficiam os nossos assentados.''

Dentre eles, o secretário destaca o treinamento de assentados, com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e a iluminação dos assentamentos com recursos do programa Lumiar. Ele não quis comentar as reclamações dos movimentos sociais de que não são convocados para discutir o orçamento. E voltou a dizer que o governo Fernando Henrique vem aumentando, ano a ano, os recursos destinados à reforma agrária. ''Quem ganha com isso são os assentados, não o governo.'' (A.E.)

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