Curitiba, 29 (AE) - O secretário de Segurança Pública do Paraná, José Tavares, afastou hoje o delegado-chefe da 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa, Emílio Wzorek, o delegado da Delegacia Operacional e de Antitóxicos, Cássio Wzorek (filho de Emílio), e o superintendente João Almir Troyner. Eles foram denunciados à CPI do Narcotráfico como responsáveis pelo tráfico de drogas em Ponta Grossa e região, entre outros crimes, como extorsão, enriquecimento ilícito e tortura.
Troyner tinha encaminhado o pedido de afastamento há alguns dias para o diretoria da Polícia Civil. Ele já responde a processos e foi condenado em primeira instância por corrupção passiva. "Caso se confirme a veracidade das denúncias, os policiais afastados serão punidos de acordo com o previsto pela lei", disse Tavares.
O ex-delegado-chefe disse no início da noite que ainda não tinha a informação oficial de seu afastamento, mas negou qualquer envolvimento com atividades ilícitas. Ele afirmou que vai processar o deputado federal Padre Roque Zimmermann (PT-PR) por calúnia e difamação. Wzorek disse trabalhar há 37 anos na polícia e que já pediu a aposentadoria. O deputado, que é membro da CPI, confirmou as denúncias. "Vamos ver se formalizamos as provas", disse.
Ponta Grossa é a primeira entre as principais cidades do interior do Paraná que teve alteração no quadro policial em razão de denúncias de envolvimento com narcotráfico. "Em breve, policiais lotados em outras localidades que tiveram seus nomes relacionados com o crime organizado ou com o narcotráfico também serão afastados de suas funções, até que se verifique se são culpados ou não", afirmou o secretário.
A decisão de Tavares foi tomada depois de ouvir algumas lideranças da cidade, entre elas o deputado estadual Plauto Miró Guimarães, o presidente do Conselho Comunitário de Segurança, general da reserva Marco Antônio Costa, e o presidente da Associação Comercial e Industrial, Douglas Fonseca. O secretário também foi informado de que Emílio e Troyer criaram a empresa de segurança privada Force, registrada no nome de suas mulheres. O deputado Padre Roque disse que há denúncias de uso de equipamentos da polícia na empresa.

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