São Paulo, 24 (AE) - A transformação do roubo de cargas em crime hediondo foi defendida hoje pelo secretário-adjunto de Segurança Pública, Mário Papaterra Limongi, na 10.ª Sessão do Fórum Paulista do Transporte, promovido pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo (Setcesp).
Limongi defendeu ainda a delação premiada, a utilização de agentes disfarçados e a inversão do ônus da prova, exigindo das pessoas explicações pelo patrimônio pessoal não compatível com as atividades que exercem, identificando possíveis bandidos. "A legislação precisa dar à polícia e ao Estado as condições para o combate ao crime organizado."
O ministro da Justiça, José Carlos Dias, ressaltou a necessidade de reformular a legislação penal, punindo o receptador de cargas roubadas, considerado figura-chave para a existência das quadrilhas, com penas mais pesadas.
Para o presidente do Setcesp, Romeu Natal Panzan, "somente a prevenção e a repressão são eficazes contra o crime organizado"

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